Evento muito bacana e obrigatório pra quem lida com design gráfico (criação ou produção) ou para quem simplesmente gosta de ler e comprar bons livros a preços camaradas.
Não vou entrar no mérito de todas as atrações, mesmo porque não pude ir a todas que gostaria. Porém posso destacar alguns eventos que soube que foram legais e coisas interessantes que achei pela feira (não pude tirar fotos de tudo).
Bernard Cornwell, atração mais que especial. O autor de várias crônias históricas como as Saxônicas, Crônicas de Arthur, etc. está super em alta por essas bandas. Ele esteve no evento para lançar seu novo livro "Azincourt". Deu muitos autógrafos, além de fazer uma palestra que soube ter sido bem legal.


Além dos Hiper-stands dos grandes grupos editoriais, alguns stands se destacaram pela criatividade e elementos que utilizaram.




A Floresta de Livros foi uma parte da Bienal que estava fervilhando. Nem consegui entrar. Mas o que eu achei mais legal foram as composições tipográficas tridimencionais para criar as árvores e arbustos. Nessa área da bienal, como em muitas outras, estava cheio de telões interativos.




Também pude conferir o stand da Editora Vozes e ver que alguns dos livros que fiz a capa estavam em destaque! "O despertar de uma Nova Consciência" de Sua Santidade, o Dalai Lama. E "O que nos faz otimistas?" de Lauis Rojas Marcos.



E para terminar 3 itens que destaco pessoalmente: O estranho, o legal e o de mal gosto!
O estranho: Editorial Bonsai - Livros em Miniatura.
Uma editora que faz livros em miniatura para brindes de fim de ano, presentes ou com conteúdo "convencional" como ocntos. Há algum potencial criativo nisso, mas não sei se conseguem ir além dos clichês de "lembrancinhas"como Minutos de Sabedoria ou algo do gênero.

O legal: Singular Digital.
A Singular se juntou ao Grupo Editorial Ediouro e com ferramentas de impressão digital estão agilizando o processo de produção de livros. Inclusive chegando a fazer produção de sob demanda. Segundo a empresa, eles conseguem fazer livros com qualidade offset em tiragens e limites mínimos. Além disso, o autor pode liberar a comercialização de sua obra pelo site deles. A cada compra o autor da obra recebe uma porcentagem do lucro.

O de mal gosto: Capa do novo livro de John Boyne, "O garoto no convés"
Quero acreditar que a capa do novo livro do autor do conhecido (e recentemente filme) "O menino do pijama listrado" tenha sido idéia de um editor da Cia. das Letras. Afinal, por que as capas possuem o mesmo conceito e diagramação? No primeiro livro é óbvio a associação gráfica com o tema do livro, o título e o uniforme dos judeus presos durante a Grande Guerra. Mas e o novo livro... apenas trocar tiras do uniforme por cordas para manter uma "unidade gráfica" me parece muito papo de marketeiro querendo vender, com argumento de facilitar a associação do público. Como designer gráfico, sei que o cliente impõe muitas vezes certas características ao projeto que o profissional não é de acordo. Um pena se a Cia. das Letras fez isso.
